sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O TERRAÇO E A CAVERNA no Rotina do Leitor


Informação variada nas áreas de literatura, séries e filmes é o que propõe o site sergipano Rotina do Leitor, editado por Jonas Henrique. Jonas considerou O TERRAÇO E A CAVERNA "lindo, emocionante e inteligente", e nos presenteou com uma elogiosa resenha que nos trouxe bastante satisfação. Veja um trecho:


"Maurício Limeira criou uma narrativa tocante e muito bela, seu texto traz uma subjetividade encantadora, uma obra que fala diretamente com leitor, que traz uma linguagem poética e o mesmo tempo nos permiti pensar e refletir sobre diversos temas que foram explorados em sua narrativa e que podemos levar para o nosso dia a dia."

Rotina do Leitor está aqui.
E a íntegra da resenha, aqui.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O TERRAÇO E A CAVERNA no Viagem Literária


Viagem Literária é um blog editado por Fernanda Alvarenga de Assis, com colaboradores.  Voltado ao mundo dos livros, também publicou uma resenha de O TERRAÇO E A CAVERNA.

Ainda que não tenha gostado do aspecto metafórico, e nem do final, a resenhista Evelyn Cunha destacou pontos que considerou relevantes na história de Quinha e Paco. E achou isso:


"O livro convida o leitor a experimentar um choque de realidade, (...). Essa abordagem é superválida, relevante e até mesmo necessária. É um grande aprendizado para quem está lendo." 


A íntegra da resenha pode ser lida aqui. E o Viagem Literária está aqui.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

CICLOTIMIA na LiteraLivre




Pesquisadora, escritora, ativista cultural e cineasta independente, Ana Rosenrot ainda encontra tempo para editar bimestralmente a LiteraLivre, revista eletrônica voltada à divulgação da literatura. A LiteraLivre está comemorando um ano, e nesta edição de aniversário uma das muitas obras publicadas foi o meu CICLOTIMIA. A revista pode ser baixada em pdf aqui, ou lida online, aqui. Aproveite.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

No escuro não se via o rosto do homem



No meio da noite, um choro de criança.
A mãe, menor de idade, levantou da cama ainda sob efeito de drogas. O pai continuou dormindo.
Diante do bebê, as mãos indecisas na cintura, a mãe não sabia o que fazer. Fome não era. Talvez o menino estivesse com dor.
“Dê isso a ele.”
A mãe se virou com um susto.
“Quem é você?”
“Pode dar. Ele não vai mais incomodar.”
No escuro não se via o rosto do homem. Mas não era a voz do pai.
A mãe pegou o vidrinho que o desconhecido oferecia.
“Pode dar tudo pra ele.”
Sentindo-se tomada de uma leve vertigem, e louca par retornar logo para a cama, a mãe fez o bebê engolir todo o pó branco contido no vidrinho. Ficou olhando a criança parar de chorar e finalmente adormecer.
“Não falei?”
“É. Obrigada. Você é amigo do Marcelinho?”
“Talvez.”
“Ok. É que eu nunca tinha visto você aqui. Vou voltar pro quarto, tá? Vai ficar aí?”
“Vou.”
Enquanto a mãe voltava para a cama, o desconhecido pegou a criança no colo e deixou o apartamento sem fazer barulho.
 


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O TERRAÇO E A CAVERNA no Atraídos pela Leitura




No ar desde 2015, o blog Atraídos pela Leitura é criação de Gio Souza, graduada em Letras que acredita sabiamente que as coisas boas devem ser compartilhadas. Gio também leu O TERRAÇO E A CAVERNA, e achou o seguinte sobre o livro:


Acreditem, essa história e bastante rica e reflexiva. (...) Narrado em terceira pessoa, a obra de Maurício Limeira apresenta uma história surpreendente, com uma trama bastante original, além de uma linguagem simples o que faz com a leitura seja agradável e instigante. 


Atraídos pela Leitura fica aqui.
E você confere a íntegra da resenha aqui.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Júnior e o lagarto


           Seu animal de estimação era um lagarto grande, cinza, do tamanho de um cachorro de pequeno porte. Maior, se contasse a cauda comprida. Júnior dizia que era o seu pequeno dinossauro.

            O rapaz montava armadilhas ao redor da casa para capturar vivos os ratos e os outros animais que apareciam. Gostava de coloca-los na mesma caixa com o lagarto e ficar assistindo. Enquanto o intruso caminhava desconfiado pelo lugar estranho, o lagarto esticava a língua bífida, farejando através dela a novidade. Então avançava. A vítima era abocanhada e sacudida violentamente de um lado para o outro. Caso conseguisse se desvencilhar e fugir, o lagarto a capturava novamente e repetia o processo. O embate não durava mais de cinco minutos, e sempre terminava com o lagarto alimentado e satisfeito. Era um bom predador. Fascinado, Júnior chegava a elogiar o amigo: “Bom garoto”. 

Num domingo de manhã, Júnior encontrou o lagarto morto. Metade do corpo havia sido devorada, as vísceras ainda quentes expostas no chão da sala.

Júnior recolheu o corpo delicadamente. Levou-o para o quarto e deitou-se com ele na cama, em prantos. Ficaram assim até anoitecer, na escuridão da despedida, quando o silêncio foi interrompido por um crescente rumor. Júnior levantou a cabeça, desconfiado. Concentrou-se no ruído e, quando enfim identificou-lhe a origem, se viu tomado pelo horror.

Vindo de todos os lados, no chão, era possível ouvir nitidamente o som de um milhão de ratos que se amontoavam por cada canto da casa, subindo pelos móveis e devorando o que encontrassem pela frente. Quando sentiu que começavam a subir pelos pés da cama, tudo o que Júnior conseguiu fazer foi abraçar o lagarto morto e, incapaz de pôr para fora o pânico que o estrangulava, gemer.
 


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

THE ADVERSARY



"You must know your life is in danger. Your other side found you, you both have been face to face, it almost got what it wants. What scares me the most, however, is not the degree of cruelty he carries. This doesn't surprise me. There’s something worse about this person, something which walks on his side and guides his steps as the night progresses. And that person is not alone. Thus, you have to worry about his partner".



Com tradução de Fabíola Lowenthal e capa de Rebecca Frassetto, a edição em inglês de O ADVERSÁRIO já está disponível, nas versões impressa e digital, no site da Amazon. Você pode conferir aqui.


 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

CICLOTIMIA na Vacatussa


CICLOTIMIA é um conto que escrevi há tempos e foi publicado na coluna que o poeta, ensaísta, crítico e tradutor Claudio Willer então mantinha na revista Cult. Agora, o conto está saindo também na revista impressa Vacatussa, após ser selecionado no processo de publicação promovido no início do ano pela revista. Editada pelo jornalista Thiago Corrêa, a Vacatussa pode ser adquirida no site http://www.vacatussa.com/ 


Caso você prefira fazer o download da revista, o endereço é este.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Bem vindo

Obrigado a você, de Southend, que tem visitado o blog d'O ADVERSÁRIO. Tomara que esteja gostando.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O TERRAÇO E A CAVERNA na Leitura Reversa

Responsável por este booktrailer, a sul-mato-grossense Reversa Web Radio acaba de lançar uma revista literária, destinada à divulgação de autores nacionais, cultura e arte. Com o nome Leitura Reversa, a luxuosa publicação (tamanho A4, papel couché) traz, além de matérias sobre Edgar Alan Poe, Adriana Calcanhoto e dicas de livros, uma resenha sobre O TERRAÇO E A CAVERNA, escrita por Alexandre Souza. Que, entre outras coisas, disse o seguinte sobre o romance:


"A leitura é viciante. Você não consegue parar de se envolver com os pensamentos, conclusões, reflexões (...) os personagens são cativantes por nos levar aos seus debates."

Se você se interessou, o endereço para compra da Leitura Reversa é: http://radioreversa.com/pagina/207775/nossa-revista




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O TERRAÇO E A CAVERNA no Portão Literário

A curitibana Ale Dossena é, nas palavras dela mesma, "administradora, arteira, leitora e escritora". Aprendeu a ler aos cinco anos com a mãe, ao pé do fogão a lenha, e em 2012 publicou seu primeiro livro de poesias. Agora ela está cursando Licenciatura em Letras, além de manter o blog/canal Portão Literário, onde fala, com bastante propriedade, de livros. Ale também leu O TERRAÇO E A CAVERNA, e postou sua opinião sobre o romance no vídeo abaixo.

 



terça-feira, 22 de agosto de 2017

O TERRAÇO E A CAVERNA no LiteraTamy


Tamy Ghannam é a administradora do site LiteraTamy, espaço voltado para o compartilhamento de impressões literárias. É lá que a jovem (tem só 20 anos) Tamy se dedica à sua paixão, a literatura. E o faz com maestria. Estudante de Letras na USP, Tamy possui um texto surpreendentemente sóbrio e elegante, e também escreveu sobre O TERRAÇO E A CAVERNA. Confira:



"Escrito com sensibilidade e lucidez, explorando aspectos sociais e psicológicos por meio de metáforas e descrições realistas, O terraço e a caverna propõe ao leitor um exercício de pensar o outro, de deixar a caverna particular para explorar os terrenos desconhecidos do próximo, de modo a redecorar a própria subjetividade."


A íntegra da resenha pode ser lida aqui.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Feia



“Deixa eu ver o teu rosto”, ele pediu.
Tentava trazê-la para fora da sombra. Tentava iluminar a face pela qual já se considerava apaixonado, embora só a tivesse visto através de fotos na internet.
Ela, porém, não se moveu.
“Vem”, ele insistiu, com a impaciência própria dos jovens. Puxou-a, e de tão entusiasmado acabou abrindo mão da delicadeza.
Então ela cedeu. Involuntariamente. Bruscamente. Quatro, cinco passos e estavam os dois na luz.
Ele recuou. Recuou e soltou-lhe as mãos, achando-as agora frias e enrugadas. Ao olhar para ela, o susto foi maior do que a elegância, e naquele instante não havia nada que o fizesse calar o grito.
Quis dizer que ela era feia. Mas o adjetivo lhe pareceu insuficiente.
“O que é você?”, ele perguntou, cheio de aspereza e indignação, enquanto ela retornava humilhada para a sombra. “O que é você e o que pensa que eu sou?”
Após o susto, veio a raiva. Sentiu que havia sido enganado. Mais do que isso, agredido. Tanto que os punhos imediatamente se fecharam, o sangue lhe subiu à cabeça e ele a esmurrou.

*

Dois anos depois, estavam casados e ela esperava o segundo filho. Os amigos, os que o conheciam bem, viviam a se perguntar o que possuía aquela mulher que conseguira conquista-lo. Logo ele, que só saía com modelos de capas de revista. Ela havia conseguido um milagre.

Ele quase não falava mais. Um meio sorriso permanentemente estampado no rosto e um olhar perdido marcariam a sua expressão dali por diante.
Para todos, um sinal de felicidade. Quem conseguisse passar mais tempo com ele, no entanto, não deixaria de notar os pequenos tremores, no rosto e no corpo.
Também não passaria em branco a completa incapacidade de fechar as mãos.