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“Há uma sombra”, ela enfim disse, sem abrir os olhos. “Há alguém perto de você. Rodeando você. Quer algo que você tem. Não descansará enquanto não obtiver aquilo que só em você encontrou.”

Na procura por vingança pelo assassinato da namorada, um jornalista se embrenha no submundo do crime sem saber o que vai encontrar. Ao buscar os serviços do assassino Casemiro, jamais esperaria ele que a vingança desejada iria se transformar em algo muito maior e mais assustador do que a violência urbana e a corrupção do tráfico. Sangue, almas gêmeas, dor, medo, trevas, o outro obscuro à espreita. O mal, personificado na crueza e agressividade de Casemiro, já o incluíra em seus planos e o aguardava para um destino do qual era tarde demais para recuar.

Em O Adversário, o sobrenatural age da forma mais incômoda: nas coisas pequenas de nosso cotidiano. Ele age por baixo dos momentos de tranquilidade. Prega pequenas peças que jamais associamos ao todo. Aflora em lugares insuspeitos. Cava galerias sob nossa paz. Até chegar a hora em que as instalações nas quais erguemos nossa sanidade, de tão corroídas, vêm abaixo.