segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Longevidade





Casados há trinta e dois anos e invejados pela harmonia e pelo romantismo que ainda perdurava.

Ele jamais deixara de lhe beijar as mãos, nem de lhe trazer flores.

Um dia, sem qualquer motivo, ele se levantou e foi até a cozinha. Retornou com uma faca.

Ela olhou e compreendeu. Por isso, quando a lâmina desceu na direção de seu peito, ela não reagiu.

Limitou-se a chorar enquanto era esfaqueada.



sábado, 30 de agosto de 2014

Obrigado...


... a você, de Cubatão, que todos os dias vem aqui nos fazer uma visita.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O importante é estar atualizado

Fonte: Yahoo
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/padre-exorcista-polon%C3%AAs-diz-receber-sms-dem%C3%B4nio-003355233.html


O padre Marian Rajchel, da cidade polonesa de Jaroslaw, está tendo problemas inusitados com a tecnologia: o religioso está recebendo mensagens de texto malcriadas de ninguém menos que o demônio. Tudo começou quando o padre realizou um exorcismo em uma adolescente e o procedimento não foi bem sucedido. Desde então, o exorcista recebe SMS no celular da garota enviados por Satanás, segundo ele.
Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Rajchel afirma: "O autor dessas mensagens é um espírito mau". Muitas vezes, os donos de telefones celulares nem têm noção de estarem sendo usados desse modo. No entanto, isso é muito claro nesse caso, disse o padre ao site do jornal inglês. De acordo com ele, o demônio não faz cerimônia em usar as novas tecnologias para assediar as pessoas.
Veja o conteúdo de uma das mensagens recebidas pelo padre polonês: "Ela não vai sair deste inferno. Ela é minha e qualquer um que rezar por ela vai morrer". Rajchel respondeu que rezaria pela garota e obteve outra resposta malcriada: "Cale a boca, pregador. Você não pode salvar a si mesmo. Idiota. Seu patético e velho pregador". E aí, você já recebeu algum SMS maligno? Diga nos comentários!




Barulho na porta




Sozinha em casa, dentes escovados, esperava na cama o sono chegar assistindo televisão.

Então ouviu o barulho na porta e a voz do marido chegando.

Quando tentou levantar, algo a manteve deitada.

Tentou gritar, mas a mesma coisa não permitiu.

Lá fora, o marido soltava grunhidos estranhos, como se estivesse sofrendo.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Possessão




Ela dera para falar enquanto dormia.

“Eu?”, ela duvidou. “Claro que não.”

Naquela noite, ele então gravou com o celular as palavras incompreensíveis que ela murmurava. Quando mostrou a gravação, ela negou.

“Essa voz não é minha.”

“Não parece mesmo você. Mas você sabe que língua é essa?”

“Parece latim.”

“Mas você não fala latim.”

“Sinal de que não sou eu.”

Ele procurou um tradutor de latim. Descobriu que a frase gravada era:

“Veniam ad te, et ducam te ad infernum.”

Que, traduzindo, significava:

“Agora eu virei a ti, e tornarei a trazer-te para o inferno.”

Achou melhor não mostrar para ela. Mas quando ela acordou no meio da noite urrando, com as roupas rasgadas, as pernas abertas e a região da virilha expelindo sangue, ele saiu correndo e voltou com um padre.

Mas era tarde. Sua esposa havia ido embora.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mudanças no horizonte




Havia uma multidão à porta da igreja.

O padre havia fugido.

A tempestade acabara de cair.

Quando a mulher deu a luz, anoiteceu.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

No meio da noite




“Pai.”

“O que foi, filho.”

“Não consigo dormir. A cama está balançando.”

“Vamos lá ver isso.”

“Não.”

“Por que não? Vamos lá no seu quarto ver isso.”

“Ele disse pra eu não ir.”

“Ele quem?”

“O moço.”

“Moço? Que moço, filho?”

“O moço que tá no meu quarto.”

“Tem alguém no seu quarto?”

“Ai, Armando não vai lá, pelo amor de Deus. É ladrão. Um ladrão invadiu a nossa casa.”

“Volta pro seu sono, Teresa. Filho, fica aqui com a sua mãe que eu vou lá ver, tá?”

“Tá.”

“Cuidado, Armando, cuidado. Leva uma arma.”

“Tô levando o chinelo.”

“Fica calmo, tá filhinho? O papai já vem. Você não precisa ficar com medo, tá? A mamãe tá aqui. Você tá com medo?”

“Não.”

“Puxa vida, o seu pai tá demorando.”

“O papai morreu, mamãe.”

“Morreu? Que história é essa, menino! Não diz uma coisa dessas! Quem te disse que o papai morreu, hein? Quem disse uma barbaridade dessas?”

“O moço.”

“Que moço? Que moço é esse?”

“O moço que tava no meu quarto. E agora tá aqui.”